7.11.18

a energia masculina é foda, não importa quão legal seja o cara, sempre tem um peso.

não que a energia feminina seja lá essas coisas também, né, por mais que a galera force essa coisa ximbalauê de terceira onda feminista em rede social, nos fortalecemos juntas, manas, todas se ajudam, força feminina bibibibi

a verdade é que é todo mundo um bando de filha da puta, todo mundo não importa gênero nível de feminismo se lambe buceta ou chupa pinto se vota haddad ou bilomilo não importa nada, todo mundo fdp


24.10.18

percebo cada vez mais como me faz falta escrever aqui. escrever de mim, falar o que eu penso, não escrever sobre roupa e coisa que renda like e comentário. eu amo meu outro blog, amo a repercussão que ele teve e como ele cresceu, mas no momento não consigo lidar com ele e com meu instagram.

ao mesmo tempo tô com medo de deixar esse blog aqui solto, aberto, livre. tô com medo de escrever aqui. tô com medo de quem vai achar, quem vai ler, tô com medo de gente que me vê como a blogueirinha fofa das roupas estampadas e do minimalismo chegue aqui e descubra o esgoto que eu sou por dentro.

talvez eu tranque esse blog (e vocês que aparecem por aqui, vocês que eu leio, por favor continuem me lendo)

eu tive o cuidado de, dessa vez, esperar a tpm passar antes de vir escrever aqui. continuo triste. e a tpm passou. às vezes eu sinto que todo mundo ao meu redor só se mantem por perto porque eu sou tão boazinha e prestativa. às vezes eu tenho a impressão que ninguém gosta de mim de verdade, que nenhuma dessas pessoas vai estar ao meu lado quando e se eu precisar.

a maior parte do tempo eu me sinto invadindo o espaço e o rolê alheio. como se eu não devesse estar ali. como se minha presença fosse tolerada mas talvez fosse melhor pra todos se eu estivesse em casa.

de tempos em tempos eu sinto que tô enlouquecendo. só não me desespero porque já passou outras vezes, dessa vez também vai passar.


27.9.18

parei de tomar pílula em janeiro e aos poucos meu corpo tá retornando a um estado que eu nem lembrava que era o meu natural.

mas diz aê, como cês lidam com isso aí de tpm? voltei a ter depois de 15 anos tomando pílula. minha última tpm foi aos 14 anos. eu não tô sabendo LHEDARRRRR com essas tristezas todas, muito difícil ser tão intensamente triste por causa de coisas que há dois dias não me incomodavam em nada.

e as cólica, qq 6 fazem????

que merda é essa, mano, ser mulher é ruim d+


(e eu sei que agora só se escreve sobre política, mas esse aqui é meu diarinho e seguirá sendo, não há hashtag de eleição que faça esse espaço deixar de ser pra falar de hómi e sexo e agora, aparentemente, menstruação) (mas eu tô lá no @repeteroupa também, super engajada&esquerdista&sustentável, convido vocês pra conhecerem meu lado menos angustiado e menos obcecada por macho lá) (mas aí vai ter meu lado obcecado por roupa, eu sou um grande clichê uma mulher sex&thecity, penso em sexo e penso em roupa, preciso admitir isso pra mim mesma e seguir a vida)

meu namoro mais longo durou quatro anos e foi uma merda. relacionamento abusivo e essas coisas todas que eu e muitas mulheres só começamos a enxergar quando o feminimso voltou a aparecer por aí.

mas se tinha um coisa que homem nenhum fez igual era o jeito que ele me chupava.

quatro anos de namoro de merda mas o sexo oral era bom demais.

nunca mais homem algum me chupou daquele jeito, com aquela frequência e vontade. acho que eu nunca mais gozei com sexo oral também.

mais que na hora de eu sair com uma minas, né.

14.3.18

diário de dates e crises existenciais

1.
caso alguém por aí lembre de L., rapaz em cuja cama eu chorei pelada após o sexo, bom, depois de sairmos algumas vezes eu dei uma afastada. mas continuei conversando pelo whatsapp e etc. hoje ele me manda uma mensagem:
"mel, cê me botou pra fora da sua vida. nem amigo amante... haha"
affffff. quantas vezes ele me chamou pra sair nos últimos tempos? zero. quantas vezes perguntou sobre minha vida? zero. chegou fazendo drama de macho sem nem ao menos se interessar pelo porquê de eu não estar saindo. não consigo compreender.

2.
atestado de panaquice, burrice e estupidez: dois anos atrás, 2016, comecei a ficar com um cara. a gente ficou por duas semanas no maior love a ponto de ele dizer que queria casar comigo. e aí de um dia pro outro ele sumiu desapareceu nunca mais me respondeu evaporou da face da terra depois de deixar várias tranqueiras na minha casa afinal o homem queria dividir uma vida comigo, não é mesmo. domingo passado, 2018, ele reapareceu na minha vida. e a gente ficou conversando no whatsapp das 18h à meia noite. e segunda ele veio em casa e tomamos vinho fumamos beck trepamos loucamente ele dormiu na minha cama. ficou dizendo o tempo todo como era bom dormir de conchinha comigo. e eu tô por um lado muito de boa e feliz porque o sexo é maravilhoso e já sei que não vou cair na cilada de novo. por outro lado a gente se dá tão bem, é um rolê tão gostoso para além do sexo, que eu sei que se eu continuar com essa brincadeira em breve vou me foder novamente por mais que eu saiba que é cilada.

e assim seguimos a vida.

5.3.18

diário de dates e crises existenciais

saí com um cara do tinder algumas vezes. demorei pra perceber que, pro cara, a partir do segundo encontro, estávamos namorando.

o cara começou a namorar comigo.

mas, tipo, eu não tô namorando o cara.

sabe?

ele começou a me ligar todo dia. de manhã, à noite. pra ouvir minha voz. pra mandar um beijo. pra trocar um dengo. e eu que não falo no telefone nem com minha mãe fiquei tipo.

sem or.

ele começou a me mandar mensagens descrevendo tudo que ele fazia em seus dias. fui ao correio. com minha mãe. tivemos que refazer o pacote. etc etc etc. e eu tipo mas amigo você não tá entendendo eu não me importo. mas só na minha cabeça porque não sei ser grosseira com as pessoas.

ele começou a dizer coisas como "nem acredito que te encontrei" "não tava esperando uma coisa assim acontecer"

e eu quase querendo dizer MAS COISA NENHUMA ACONTECEU, AMIGO.

na última vez que saímos, ele me convidou pra um churrasco no sábado. no sábado de manhã ele me mandou mensagem marcando horário e local de encontro e eu já querendo morreeeeer porque não apenas não queria mais ir ao churrasco também não queria sair com ele nunca mais na minha vida, çocorr. então lancei um "não tô em clima de festa, mas queria conversar com você, vamos almoçar?"

esse foi meu primeiro erro. porque eu queria almoçar pra dizer pra ele que não queria mais vê-lo. mas pra ele eu querer ir almoçar foi tipo "ela não quer ir na festa mas ainda assim que me ver óun". ele me levou uma plantinha de presente, num vasinho tão lindo.

e eu agradeci e disse precisamos conversar. e disse. disse que a gente tava indo muito rápido. que eu não queria namorar, compromisso, pressão, não queria abrir minha vida pra outra pessoa, não queria me abrir, não queria nada sério. ele disse que quer continuar ficando comigo, sem compromisso, só de boa. e eu falo ok porque quando algo é DE BOA dá pra aos poucos ir me afastando, parando de responder, etc. achei que ia funcionar.

no domingo ele me ligou de manhã. não atendi porque, né, achei que tudo estava claro.

hoje de manhã ele me ligou. três vezes. atendi. ele quer me encontrar depois do trabalho, em plena segunda-feira, como se fossemos namorados.

olha minha cara de quem vai encontrar boy na segunda.

olha minha cara de quem vai encontrar ESSE boy na segunda.

comofas pra terminar com alguém que você não namora, não sei

30.1.18

hoje uma amiga virou pra mim e disse


melody, você tem minhoca demais nessa sua cabeça. PÁRA DE SER LOUCA


e eu lembrei desse post da juliana e, gente, que situação. enquanto tem mulher por aí sendo acusada de ser louca por rir demais ou chorar demais, eu aqui passei 30 anos da minha vida PRECISANDO que alguém apontasse que comportamentos que eu achava completamente normais até hoje são pura loucura.

enquanto tem gente que não aguenta mais ser chamada de louca, tem outras gentes precisando desesperadamente de uma amiga aponte a loucura e diga pára miga que tá ficando feio.

então é isso.
todas louca, nóis, amigas.