26.1.09

a velha história de "i get by with a little help from my friends" tem soado mais ridícula a cada dia que passa. é claro que friends will be friends, e eu quero apoiá-los tanto quanto quero ser apoiada, mas a verdade é que nós todos temos nossos próprios problemas e chiliques e não dá pra prestar atenção em tudo sempre. eu sei disso porque o momento atual pra mim é "i wanna be alone", não só no sentido de não-me-encham-com-picuinhas, mas também no sentido de: sim, eu posso estar mal, posso estar triste, posso estar perdida, mas não há absolutamente nada em suas mãos que me sirva de qualquer ajuda, então por favor me deixem em paz. e não é maldade, sabe, nem agressividade. é uma necessidade que todo mundo tem, mas a maioria das pessoas esconde. e eu sempre gostei de estar sozinha, desde que saí da fase brincar-de-barbie. nunca tive com meus amigos aquele tipo de relação eu-te-amo-mimimi-vamos-nos-ver-todo-santo-dia-porque-não-somos-nada-um-sem-o-outro. inclusive, meus amigos de quem eu me sinto mais próxima são aqueles que quase nunca me ligam e pra quem eu quase nunca ligo. nós não temos dependência uns pelos outros, nem achamos que é possível resolvermos todos os problemas uns dos outros. mas quando a gente se vê, mesmo que tenham se passado vinte anos, nós vamos continuar uma conversa como se a última vez que nos vimos tivesse sido ontem - o que eu quero dizer é; familiaridade não é figurinha de trocar e colar no álbum, mas é cumplicidade e afinidade, e essas coisas distância nenhuma destrói.

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