20.1.09

assisti A Bela Junie ontem e esse filme acabou comigo de uma maneira tão estrondosa que chegou a ser ridículo. e não foi só o louis garrel falando italiano; foi uma coisa assim. esse filme, como muito poucos filmes na minha vida, esfrega uma verdade na cara de quem está assistindo que é impossível não sentir uma dorzinha, por menor que seja, por mais escondida, por mais enterrada lá no fundo.

e eu fui assistir o filme sabendo que eu ia ficar mal, querendo até sentir tudo isso, porque todo mundo precisa de um chacoalhão vez ou outra pra cair na real. e a minha real é essa: todas as possibilidades do amor são muito mais dolorosas do que o amor em si. aquelas histórias que sequer foram escritas... essas sim acabam comigo. e minhas histórias pessoais têm sido todas assim: compostas por gigantescas possibilidades e esperanças, e pouquíssima realidade.

não sei se é a falta de realidade que têm me feito mal, ou se são as noites mal dormidas desde sei lá quando, ou a vontade de conhecer gente nova que simplesmente não se realiza. mas o fato é: carregar esse meu corpo tão cheio de sentimento tem me matado todo dia.

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