30.4.09

o que vem a seguir é uma grande merda, não leiam, obrigada
[e isso não é tática pra fazer as pessoas lerem, tô falando sério, é uma grande merda de verdade.]

é que nem quando alguém vem perguntar alguma coisa da sua banda favorita sem saber que é sua banda favorita e sem nem saber da importância dessa banda na sua vida e no mundo NO MUNDO! e ao mesmo tempo que você sente aquela raivinha oras-mas-quem-ele-pensa-que-é-pra-não-saber-quem-toca-essa-música também sente um orgulhinho do tipo "agora eu vou poder falar de todo o meu amor por essa banda e por essa música e o mundo vai ficar melhor". não vai. porque a pessoa não quer saber se essa é a melhor banda do mundo ou de como você ama aquela música idiota, a pessoa babaca só queria saber o nome da banda que toca aquela música que é assim "nanana wouldn't it be nice nanana".

e é assim com todo mundo em toda situação; tanto faz com que intensidade alguma conversa te atinge, os outros só tão lá por acaso, falando de alguma coisa que por acaso surgiu na conversa, provavelmente tentando mostrar algum conhecimento babaca pela metade, porque tudo que acontece é mesmo pela metade, até os grandes amores são sempre pela metade.

e é sempre a metade pior. é sempre só saber o "nanana wouldn't it be nice nanana" da música. é sempre a metade pior, a metade mais desimportante e mais superficial. quando eu era a namorada de alguém, as coisas eram tão pela metade que o meu desespero nem cabia mais em tantas metades. a pessoa de quem eu era namorada tinha tão pouco interesse real no meu amor que metade de mim foi mesmo levada a acreditar que namoro é isso mesmo: a metade que no dia dos namorados dá presente, a metade que recebe uma rosa idiota e tem que agir como se não houvesse demonstração mais profunda de carinho, a metade que se sente obrigada a telefonar mesmo quando o namorado imbecil trata mal e reclama que não ganhou presente de aniversário.

eu que sempre fui tão desapegada a presentes e datas fui obrigada a me sentir mal por não enxergar meu amor representado num dia tal em que nós nos beijamos pela primeira vez, ou começamos a namorar, ou saímos pela primeira vez oficialmente. isso desde sempre. as pessoas me davam coisas, queriam coisas em retorno, e eu só conseguia desesperadamente pensar por favor não me traga nada, apenas venha. mas ninguém nunca veio. e as coisas que eu ganhei foram se acumulando na minha vida, as datas comemorativas que não significavam nada, e eu fui acostumando a fingir me importar com dias do mês e presentes aleatórios e aprendi que os sentimentos pelas pessoas precisam ser sempre moldados em datas e coisas porque ninguém quer mesmo se importar, porque se importar é difícil. demais. é bem mais simples oferecer uma caixa de bombons e esperar que o outro se contente com esses gestos banais, que não representam nada, nem amor, nem carinho, nem sequer respeito.

eu continuo não dando presentes em datas. virou mais questão de honra do que qualquer outra coisa, ninguém acredita mesmo que o porta-retrato idiota comprado pra dar de presente de dia-do-caralho-a-quatro pra seja-lá-quem-for não representa bosta nenhuma além de falta do que fazer. carinho, amor, amizade; já é outra história.

[e é isso. eu escrevi isso sem objetivo nem coerência. a coerência eu perdi faz muitos anos, mas o objetivo... talvez em nem saiba o que essa palavra significa]
[descaradamente plagiado daqui]

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