13.9.09

impressões


sobre a cena mod de são paulo

o que eu acho engraçado mesmo é as meninas que se dividem em duas categorias: as bonitinhas que usam vestido reto meia calça e sapato de brechó, as feias que têm cara de quem acabou de sair da apae e se vestem como velhinhas de 70 anos, tons bege e cabelo antiquado (porque o problema de look vintage é esse, o limite entre o cool e o cheiro de naftalina é quase imperceptível). mas mesmo assim, até pras meninas que conseguem lidar com o look, eu não consigo não perguntar: pra quê? 35 graus nessa cidade e você tá de meia calça e sapatinho? sério? eu acho lindo e gosto de me vestir assim, mas em certas situações é totalmente desnecessário - eu tava de havaiana e bem mais feliz, tenho certeza. e os homens são outra coisa engraçada, variam dos gordinhos esquisitos que não têm outra opção a não ser maquiar a esquisitice de vintage e os magrelos charmosos mas full of bullshit. é que eu cago e ando mesmo pra esse negócio de cenas urbanas, e simplesmente não consigo não achar ridículo as meninas todas enfeitadas pra assistir um show na galeria olido. no centro. no meio do mijo de mendigo e dos vendedores de rosa pinguços. tem cabimento? não. e depois de sair desse antro eu penso que o astronete fez bem mesmo em ter se rendido ao maisntream e virado mais uma balada genérica da augusta. embora a seleção musical fosse bem melhor antes, agora é muito mais sincero, né. se bem que eu acho que é bem possível ser uma casa que toca soul, motown, mod revival e não restringir seus usuários a pessoas que realmente gostam de fingir que tão vivendo em londres nos anos 60.

sobre descolados

hoje é domingo e eu já aguardo ansiosamente o próximo episódio de descolados que eu assistirei na terça, mesmo sabendo que nada acontece nessa porra de série. mas o que me intriga mesmo é a tal da lud, não entendo no que os roteiristas se basearam pra criar essa personagem, ela é obviamente uma roqueirinha paulista, mas eu não sei, eça trabalha numa balada que até agora eu não sei que tipo de música toca nem que tipo de gente frequenta, depois me aparece vestida de capa-do-cd-do-pink-floyd na própria festa, e quando eu acho que essa festa vai me esclarecer a que mundo ela pertence, é uma festa com todo tipo de gente, toda raça cor credo opção sexual, assim fica difícil, mtv. não é bem assim que as coisas acontecem em sp, além do fato de esse emprego nessa balada permitir que ela pague o aluguel (que, lembremos, ela divide com dois caras que acabou de conhecer, aham, cláudia, senta lá) e a gasolina do carrinho dela. e também que eles têm um grupo de amigos muito esquisito que até agora eu não entendi, ai, mtv, caga tudo, vai, porque a gente reclama mais gosta.

sobre a minha vida

não sei bem o que acontece mas eu consegui dormir de sexta à noite até agora, domingo a tarde, com pequenas pausas em que pude ver o show do modulares, razão de eu escrever acima sobre os tais mods, jantar japonês com meus pais e passear com a minha cachorra. quase desisti da existência mesmo, não sei se é bem por causa da maldita faculdade na qual eu não consigo nem pensar sem sentir ódio mortal, ou das pessoas que já me cansaram, todas, ou esse calor que eu não sei da onde vem, mas a questão é bem essa, misantropia mode on como eu disse para uma amiga, ou como um amigo meu bem colocou: meu desânimo com a vida está se transformando em uma espécie de catatonia social. faço minhas as palavras dele.

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