17.12.09

vou contar uma história pra vocês (afinal de contas eu sou cheia de histórias). toda segunda e quarta eu dou aula na vila madalena, e é relativamente perto da minha casa então eu vou de bus. o que vocês não sabem sobre mim é que eu sou uma pessoa que se encanta facilmente e vivo me apaixonando nos ônibus de são paulo, assim como nos metrôs. é claro que as paixões só duram até o homem em questão descer do ônibus ou do metrô e eu nunca mais encontrá-lo. ou seja, meu coração é partido todo dia pelo menos umas duas vezes - eu sou um frangalho humano. a questão é que por algum tempo eu ia trabalhar bem apessoada, de cabelo penteado, usando lentes de contato e roupas bonitas, até perceber que o amor da minha vida não ia conversar comigo dentro de um ônibus ou vagão suarento de metrô. então decidi que posso ir trabalhar da mesma maneira que passo meus dias em casa, de moletom, calça larga, óculos fundo de garrafa, todos esses elementos bem sensuais e agradáveis.

ontem à noite eu estava voltando da minha aula na vila madalena, cansada, com sono e mal-vestida (além de provavelmente fedida), quando um rapaz obviamente bêbado me pergunta que caminho que o ônibus faria. eu tentei explicar diversas vezes, mas o pobre moço estava embriagado demais pra ter qualquer possibilidade de compreensão lógica. no fim das contas eu acabei indo até a barra funda com ele buscar o carro dele que estava estacionado lá (porque, segundo o que ele me contou, ele pára o carro perto do metrô e vai trabalhar no centro, e hoje tinha ido tomar uma cerveja com um amigo na teodoro - esse amigo era do país de gales, vejam só que interessante - e precisava voltar pra casa e buscar o carro antes de passar do período de 12 horas pelo qual ele tinha pago) e nós passamos no mcdonalds e tivemos muitas conversa interessantes, inclusive eu pude ouvir os pareceres de um taxista sobre o novo táxi-amigão. no final ele me deu uma carona até em casa - já que eu tinha ido com ele buscar o carro e eu cheguei na minha residência sã e salva. bottom line is: você pode conhecer pessoas no ônibus que não são seu grande amor e também não são algum louco psicopata que quer vender seus órgãos.

fim.

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