15.2.10

ai insônia querida que mora no meu coração e me impede de ter qualquer funcionalidade enquanto o sol está presente na minha vida, agradeço a você pelas noites de ócio nada criativo e pela evolução do meu lado stalker.

vou aproveitar pra fazer algumas considerações nada interessantes e ainda menos consideráveis sobre a vida (ou o que se pode chamar de vida nesse calor absurdo) nessa grande cidade que eu tanto amo. é carnaval e as ruas estão vazias. é carnaval e eu não tenho aulas por uma semana. é carnaval e mesmo assim eu tive que ir dar aula porque minha chefe não sabia que minha aluna tinha viajado.

acho mesmo que devia ser direito de todo cidadão ter uma piscina em casa, porque eu devo dizer como mais nova, erm, proprietária de uma que não há nada melhor nesse mundo. NADA. talvez escutar paul weller de madrugada. talvez, só talvez, se apaixonar. talvez orgasmos múltiplos. mas se eu tivesse que escolher, nesses dias insuportáveis, entre ouvir paul weller, estar apaixonada e correspondida ou ter acesso a uma piscina privada, eu escolheria a piscina, sem dúvida nenhuma. sem nem pestanejar.

uma coisa que eu descobri esses dias é que é muito divertido sair de carro durante a noite por são paulo sem realmente saber andar de carro por são paulo. quer dizer, tirando a parte de gastar gasolina e perder eventos importantes como o show de um grande amigo, circular pela cidade num automóvel com ar condicionado aproveitando as experiências noturnas pode ser bem agradável e divertido.

hm, tenho mais comentários a fazer mas não posso por inúmeras razões - o mundo aí do outro lado da tela é muito perigoso, gente! mas vou dizer que: a) não sei se acredito em amor que não está ou não se faz presente; b) existem muitas pessoas apaixonantes por aí; c) eu cheguei à conclusão de que posso um dia ser, sim, uma dessas pessoas apaixonantes; d) às vezes a gente sai machucado e às vezes a gente machuca os outros, that's how it is. um monte de clichês e obviedades, eu sei, mas é legal deixar registrado quando a gente realmente se convence dessas miudezas a que todos parecem tão acostumados.

ah, hoje quando eu tentava sobreviver ao calor ligando o ar condicionado do carro ao máximo lembrei que houve um tempo em que eu saía de casa achando que eu era a versão morena da twiggy, de vestidinho e sapatinho e delineador nos olhos e não me lembro de sofrer tanto de calor. houve ainda uma época ainda mais longínqua em que eu usava COTURNOS no verão, sim, NO VERÃO, e a vida parecia relativamente mais fácil weather-wise. não sei se era a minha, errr, juventude (*risos*) que me impedia de me sentir incomodada e extremamente desconfortável com temperaturas acima de 24 graus, ou se eu era louca mesmo e talvez meu cérebro tenha armazenado as lembranças do sofrimento climático em algum lugar inacessível.

e pra vocês que têm preguiça de ler mas gostam de fotos e vídeos, fica aí pra registro os dois rednecks mais comestíveis do mundo:

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