19.2.10

i just see the memories as the come

eu acho mesmo que gostar de verdade (não necessariamente amar, às vezes nem sequer estar apaixonado, só o gostar, aquele gostar de acordar pensando, aquele gostar que só existe no começo, sem nóia e sem medo) é não se preocupar com as oportunidades perdidas. não vou nem desenvolver isso, porque não há como. não existe desenvolvimento nem conclusão, muito menos desfecho; é só uma constatação pra que as pessoas se deixem gostar às vezes. é bom. pode ser amazing. a gente tem mania de não levar em consideração as coisas potencialmente maravilhosas porque tudo pode dar errado.

Um comentário:

Anonymous disse...

e amar de nunca esquecer?
de pensar sempre?
de querer sempre?
de ver, procurar, procurar mais uma vez, e escutar música falando sozinho?
e amar e ser zuado, ter a cara amassada e depender de uma tela luminosa?
e gostar tanto de cachorros que acaba virando um deles ao ouvir um piano em um determinado acorde, seguido de um determinado grito? aquele grito ali ó, tá vendo?

e amar, como é que é pra não ser esquisito?

e amar com vontade de amar mais, como é que é isso?

como é que é amar o desenho no ombro de alguém? como é que é amar o número 33? como é que é amar ter descoberto uma verdade numa caixa de mentira?

responde pra mim, melody?


mas não agora...