8.4.10

cara, vou dizer que eu sou um exemplo clássico e real de neo-pobreza, especialmente agora que larguei a faculdade-calçada-da-fama e me bastarei no esquema usp-fefelechenta (o que significa que minha mãe não vai mais me pagar as visitas ao cabeleireiro já que eu não tenho mais a chance de conhecer meu futuro marido milionário e portanto não tenho mais razão pra ficar bonita), esquema do qual eu tenho muito orgulho sim! fflch 2day 2morrow 4evah, mesmo porque eu não tenho previsão de me formar, *hehe*

mas a pobreza chegou a tal nível, A TAL NÍVEL, que eu entrei na zara e não quis comprar ab-so-lu-ta-men-te-na-da! e olha, eu queria poder chegar aqui e dizer aiiinnn genteee vocês não sabem a tristeza, passei na zara e tinha TANTA COISA MARAVILHOSA, infelizmente eu só tenho um real na minha conta e meu crédito tá bloqueado porque eu não pago o cartão faz uns três meses, e tive que me forçar a ficar sem roupas novas para esse inverno RIGOROSO que está por vir!

infelizmente a única parte real dessa narrativa seria a quantidade de reais na minha conta bancária e minha falta de pagamentos ao banco, então eu vou só dizer que, poxa, entrei na zara. esperava mesmo querer comprar alguma coisa, mesmo sabendo que não ia poder, porque é a coleção de inverno, coleções de inverno costumam ser lindas e eu sempre quero me lotar de novas jaquetas, lenços inúteis e botas de má-qualidade que vão ficar sem solado depois de duas semanas de uso. mããããs, achei um lixão. ZARA, QUE FRUSTRANTE. tudo parecia 1) velho demais. sabe aquela vibe les li blanc, roupagem elegante e previsível para jovens senhoras recém-casadas? é, foi assim que eu me senti; ou 2) uma coisa frenética demais, muito roqueirinha-forçada, meio JENNY HUMPHREY WANNABE, saca? e convenhamos, o figurino-jenny pode até ser interessantezinho no contexto de gossip girl, mas ainda assim, não é nada original e muito menos o que eu chamaria de bonito. zara, sou mais a blair, DICONA.

em compensação, a pequena-mel-book-geek que existe dentro de mim fez a pequena-mel-consumer-whore MORRER de desejos. entrei na saraiva (e preciso dizer aqui que o tamanho da saraiva do shopping iguatemi é uma VERGONHA, me senti insultada no meu amor por comprar livros e o meu grande amor pela livraria cultura se mostrou mais inabalável depois disso) só pra passar o tempo, achei que ia sentar e ler alguma coisa, mas turns out que a saraiva do iguatemi não tem lugar onde sentar, é bem no esquemão ou compra ou sai fora, mas eu fiz que não vi, juntei meu bolo de livros e sentei num canto desconfortável. aí eu ia ficar lá lendo o journey to the centre of the earth, já que eu amo o júlio verne mais do que batata-frita, só que à procura do meu espaço para sentar eu passei pela parte de livros infantis. eu admito que as seções de livros infantis nas livrarias são meu ponto fraco (com exceção da seção de livros em inglês da livraria cultura) e assim muito sem querer eu esbarrei numa edição linda de o monstro monstruoso da caverna cavernosa.

o monstro monstruoso da caverna cavernosa é uma história sobre um monstro que tem quatro braços, seis orelhas e duzentos e dezenove dentes, mas o mais interessante é que ele adora sorvete mais do que tudo nessa vida e está prestes a ser expulso da associação associada de monstros monstruosos porque não devora princesas indefesas.

a edição do pequeno monstro feioso de camisa xadrez e boina é a que eu tenho. essa outra com ilustrações mais artísticas de capa dura é a que eu vi na saraiva e quase chorei por não poder comprar:


mas meu maior e mais incrível achado do dia foi o seguinte livro:


cara, eu me apaixonei totalmente e completamente por esse livro. e por isso sou capaz de cometer alguns copyright infringements e mostrar pra vocês a genialidade dessa curta e incrível história.

He was not moving, or even breathing. This is called decomposing.

então eu fui apresentada à figura de um detetive que é descrito como muito belo e inteligente, que entrevista todos os instrumentos até descobrir o assassino do poor composer. o final é genial, mas eu não vou estragar a surpresa. posso cometer crimes contra os direitos autorais, mas não sou uma spoiler de livros.

isso me lembra de outro livro pelo qual eu me apaixonei e que preciso ter no matter what: the lonesome puppy, do yoshitomo nara. the lonesome puppy é a história de um cachorrinho de quem ninguém quer ser amigo porque ele é tão... grande.



até que encontra uma pequena garotinha que aceita ser sua amiga. :D


é uma história muito simples, mas muito bonita, e eu sempre gostei muito do trabalho do yoshitomo nara, tanto melhor deve ser ler um livro que ele escreveu.

e já que estamos no mérito de livros infantis e animaizinhos, um dos meus outros sonhos de consumo é esse aqui:


é, objetivamente, a história de uma família que acorda um dia e recebe um pinguim.




e no dia seguinte outro. depois mais outro. e assim por diante.



isn't that just totally ADORABLE?

Um comentário:

Nah Safo disse...

MELDELS. este dos pinguins você não tinha me falado. que lindo. *_*

vou fazer mestrado e doutorado em literatura infantil só pra ter desculpa pra comprar todos esses livros.
e ser feliz.