25.6.10

é o seguinte, eu tinha que tomar uma decisão: me afogar na fossa smiths-style ou fiona-style, então escolhi a fiona. tô tentando me manter mais distante da amy, porque embora ela entenda tanto de heartbreaks e guy-problems quanto a fiona, ela é ligeiramente mais crua quanto à self-destructiveness, e enquanto eu puder eu vou evitar esse caminho.



a real é que eu tô lendo um livro muito bom do chuck palahniuk e hoje tava aqui na cama lendo até que acabei dormindo e dormi a tarde inteira, e agora, quase 11 horas da noite, não tenho sono nenhum. o problema não é exatamente não ter sono ou não dormir, mas ficar acordada pensando, PENSANDO sem parar. enquanto eu me ocupo e leio e tenho atividades pra fazer fica tudo bem, mas chegar a essa hora da noite quando não há nada mais pra ser feito e não ter sono, isso é o que fode. mas tudo bem, acho que dois dias foram o suficiente pra eu me acostumar com a idéia de tran-qui-li-da-de ainda que eu pressinta muita solidão nos próximos dias. maybe some faith would do me good.

mas isso pouco interessa a vocês, fiéis leitores, amigos e gente que cai aqui procurando por JENNIFER LO FI *risos*.

mas então, tô lendo esse livro do palahniuk, rant, e putaqueopariu, acho que foi minha melhor leitura do ano so far. e duvido que qualquer coisa que eu leia depois consiga desbancar.

Times like that, you look like a failed experiment your parents will have to face for the rest of their lives. A booby prize. And your mom and dad, they look like a God too retarded to fashion anything better than you.

You grow up to become living proof of your parent's limitations. Their less than masterpiece.


esse livro é o que tem me mantido sã nesses dias de, err, trevas (risos), porque se dependesse das coisas que eu tenho pensado e das músicas que eu tenho ouvido, suicídio NOW. mas eu sou grandinha demais pra me afogar na minha própria dor e sou perfeitamente capaz de viver a minha vida normalmente e, sabe, ser uma jovem saudável e normal, sair, beber, flertar, essas coisas que a minha geração curte fazer. (notem como estou engraçada hoje).

aí ontem eu fui no show do mark lanegan. não que mark lanegan seja exatamente uma boa saída pra esquecer a fossa, mas ele é o mark lanegan. e um dia ele vai estar na minha cama. mas for now eu estou contente de poder ver ele ao vivo de vez em quando. e eu queria poder dizer coisas geniais sobre o show, mas eu não tenho esse tipo de capacidade. foi bem curto, mas muito incrível, e pra mim os pontos altos foram don't forget me, uma música com a qual eu tenho me identificado, e message to mine, que foi mais ou menos no meio do show.

two thumbs down pro comitê, que é um lugar onde cabem mil pessoas mas só tem quatro boxes no banheiro feminino, OU SEJA. e todos os thumbs down do mundo pra gente que fala enquanto o lanegan canta, pra menina que dá chilique de ciúmes na hora que o lanegan sobe no palco, e pra fã que assina um fuckin' cartão gigante pra dar de presente pro lanegan.

não tenho conclusão pra nada disso, já que não tenho tido muita conclusão pra nada do que tem passado pela minha cabeça. amanhã estarei no estabelecimento em que o bartender mais idiota do planeta trabalha, espero ter histórias divertidas pra contar depois. e já que é pra terminar o post, vamos ser clichês e ENCERRAR com uma citação.

Rant used to say, "Life's greatest comfort is being able to look over your shoulder and see people worse off, waiting in line behind you." (também do incrível livro do palahniuk, rant)

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