18.7.10

i don't mean to bother you, but i'm in distress

sempre achei curioso as expectativas que a gente cria. quer dizer, dizer que a gente tem esperanças é uma expressão bem ínfima quando se considera o que realmente acontece dentro de cada um de nós quando confrontados com a possibilidade de algo novo ser criado. eu digo isso porque sei muito bem, também, o que é se ver frente a uma possibilidade frustrada. principalmente quando não foi por falta de tentativa. eu queria ser mais desapegada, eu inclusive gosto de criar essa imagem de menina à frente do meu tempo; a menina que não se importa, a menina auto-suficiente, a menina que carrega aquela parcela saudável de misantropia - a quantidade exata pra ela poder dizer que não precisa de pessoas ao mesmo tempo que não renega amizades e carinho de gente especial. mas a verdade é que por mais que eu tente esconder e as pessoas finjam não ver, eu sou tão sozinha quanto qualquer um. eu sinto saudade de contato e confidências como qualquer um. é aquele velho clichê, err, smithniano, né, i am human and a need to be loved just like everybody else does. e embora no geral eu viva a minha sem grandes desapontamentos, porque consegui me convencer que as tais expectativas são pra algo que nem sequer existe, de vez em quando é bem difícil evitar aquele suspiro charlie-brown-like, todos nós estamos sofrendo com as nossas próprias red-haired girls (que algumas vezes vivem só dentro das nossas cabeças - essas são as piores), não tem jeito. não tem saída. e não tem escolha.

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