4.7.10

sabe, eu gosto de conhecer gente na internet porque é o melhor jeito de ver como elas escrevem. e eu particularmente dou um certo valor a quem escreve direito. quer dizer, dá pra ir numa *balada indie* qualquer e ficar horas conversando com uma pessoa X que vai citar vinte bandas indies semi-obscuras, falar que adorou garden state e que curte muito os livros do anthony burgess (livros no plural porque ter lido SÓ laranja mecânica é muito mainstream né) e no fim das contas isso tudo é conhecimento de enciclopédia, fácil de decorar e aí você tá lá toda apaixonadinha sem saber que o cara escreve coisas como "quizer" e "encomodar". eu fico falando sem parar que gosto musical importa, mas eu prefiro estar alguém que curte linkin park mas sabe escrever do que com um semi-analfabeto fã de arcade fire. (embora eu ache que pessoas que conseguem escrever e, sabe, pensar não realmente curtam linkin park, mas gosto é uma coisa surpreendente e imprevisível né)

ontem eu fui no milo e, sei lá. eu não sou uma dessas pessoas que bate cartão lá todo fim de semana porque, né, convenhamos, existem outros lugares mais legais pra frequentar. acontece que o milo no geral tem uma boa discotecagem mas uns frequentadores que dão tristeza. às quartas costuma ser melhor, mas eu nessa minha vida trabalhadora proletária não tenho exatamente ânimo ou condições pra me jogar na náite numa quarta-feira. então ontem eu tava no milo e morri de preguiça das pessoas, embora estivesse afim de *hehe* BEIJAR alguém. mas o que eu ficava pensando é: aquele cara bonitinho vai citar 3 ou 4 bandas e na verdade ele é um desses drogaditos indies que não sabe quando usar um Z e um S. ou seja, baixou a pedante da gramática em mim. é que isso tem sido tem sido constante nas minhas andanças; eu converso com um cara que é legal naqueles dez minutos, mas na hora do msn é a maior decepção do mundo. o que prova que, né, gostar das coisas *certas* não basta. ainda porque esses caras só gostam das tais coisas certas nesses dez minutos iniciais, depois disso é um desencontro de preferências total e absoluto. resumindo, eu não tenho sorte nessa vida. e é por isso, senhoras e senhores, que eu gosto de conhecer pessoas na internet.

mas ontem eu tava no milo, e não na internet, e as i said before, queria PEGAR alguém (risos). não peguei ninguém, mas a questão é que fui pra casa dormir e sonhei que pegava. o james marsden. vocês devem estar familiarizados com ele como o ciclope do x-men.



ele é tão bonito que deve ser viado, mas isso não vem ao caso. o que vem ao caso é que eu sonhei que pegava ele, a gente tava super apaixonados, mas no fim das contas eu me fodia porque eu era noiva de outro cara que era o vilão da história, e no momento que eu fui acordada pela minha cachorra o sonho ainda não tinha terminado e eu tava apanhando* pra caralho. mas acredito que no fim da história tudo teria ficado bem e eu teria conseguido me casar com o james marsden. que não era gay. no meu sonho.



not exactly what i would call an ALPHA-MALE, mas dava pra fazer um estrago, né, meninas.




*quando eu digo apanhando, quero dizer apanhando for real, não apanhando metaforicamente por causa do sofrimento de estar apaixonada pelo james marsden mas noiva de outro cara. eu tava realmente APANHANDO de uns seguranças que eram responsáveis por me manter na linha e me impedir de cancelar meu casamento. até minha mãe tava nessa (não me batendo, mas no time dos bad guys). ou seja, two thumbs up pro meu subconsciente né.

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