26.10.10

words hang like they’re hanging out

(as coisas que me afligem)
tem sempre alguma coisa a ver com amor, alguma coisa a ver com perda, e no fim é só aquele medinho sempre aí, de uma vida solitária e incompreendida, todo mundo sente isso. é que é mesmo difícil, toda essa gente falando com a gente, tentando ter a nossa atenção de uma maneira ou de outra, sei lá eu por que razão, e no fim a gente estende o braço a noite na cama pra se encontrar sozinho, dá pra ser forte assim? dá pra tentar ser forte, mas no fim das contas ninguém é mais forte que ninguém, o telefone ainda tá lá silencioso, as luzes tão apagadas, a menina bonita do ônibus continuou silenciosamente o caminho dela e você não foi forte o suficiente nem pra dizer oi; pra rabiscar seu email num papelzinho e entregar na mão dela antes de descer do ônibus. tem tudo isso, essas belezas que a gente nunca alcança, nunca respira, nunca toca, mas o que eu queria dizer é que eu sei muito pra me deixar levar por essas problemáticas diárias, eu sou uma pessoa por trás de todas essas palavras, existe toda uma história que nunca é contada e que muda um pouquinho cada vez que eu penso em qualquer coisa; e a verdade é que a gente sempre vai ter ciúmes de alguém, inveja de alguma coisa, a gente nunca vai ser o que a gente realmente quer ser; todo mundo acaba recebendo o que merece, mas: e você? como é que eu faço você saber o que eu realmente penso quando eu penso em você?

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