16.5.13

quanto mais bits menos tédio

então é o seguinte:

+ revi nick and norah's infinite playlist. peguei começado na tv, e esse é um daqueles filmes que não importa se esteja no começo, no meio ou no fim, eu sempre paro pra ver (outros na lista são de repente 30, easy a e superbad, todos eles pure awesomeness na forma de comédia adolescente aparentemente bobinha) e, cara, que filme bom é esse. sério, gente. ele é um dos poucos filmes indiezinhos que não trazem aquela sensação pretensiosa tipo 500 dias com ela ou juno - desculpa aê quem curte - e ele me faz sentir tão bem. nesse última assistida o michael cera me irritou um pouco, acho que ele também foi pra minha lista de coisas que precisam ser superadas, mas a kat dennings é ótima e o personagem dela é muito amor. ela consegue traduzir muito bem aquela menina adolescente awkward que não corresponde ao padrão adolescente que todos desejam e sabe que às vezes não dá pra competir com as garotas lindas e extrovertidas. isso por que a kat dennings é linda, e desconfio que se fosse qualquer outra atriz eu ia ter odiado - porque é sempre uma merda a personagem que devia representar a menina normal que passa desapercebida sendo representada pela atriz que é na verdade linda sensual perfeita - mas a atuação da kat dennings é tão sutil, tão sem exageros, que é fácil acreditar nela, e consequentemente se identificar com ela. além disso, esse filme é tipo. não sei direito, é um filme quer traz good feelings, que nem certos episódios de girls. (e aí cheguei a conclusão de por que eu gosto tanto de girls, também.) tem duas cenas de girls que eu sempre vejo e penso "queria que minha vida fosse essas duas cenas pra sempre". nick and norah é assim também, eu queria que minha vida fosse esse filme pra sempre. não que eu queira viver as experiências do filme - embora passar a madrugada zanzando por nova york seguindo as pistas de uma banda indie que vai se apresentar em algum momento da noite soa bem legal hehe - mas queria que a minha vida fosse a sensação que esse filme carrega, de leveza, e liberdade (que pode ser apenas momentânea, mas que promete e apresenta tantas oportunidades), e diversão simples e relacionamento com pessoas incríveis que se pode conhecer de uma hora pra outra, ou que já se conhece há tempos. esse filme é só good feelings, do começo ao fim, e acho que não é errado que minha vida seja só good feelings, né?  (fora que a trilha sonora é d+)

+ ainda na onda do nick and norah, outra coisa que esse filme retrata muito bem são as amizades e a importância delas em momentos totalmente superficiais e/ou profundos. e isso era uma das coisas que estava me incomodando há algum tempo, o meu afastamento de certas pessoas, o medo de que esse afastamento pudesse ser irremediável, sem volta, sem solução, e acho que uma das minhas vontades de escrever era sobre isso, sobre essa tristeza de se saber longe talvez para sempre, sobre a nostalgia de lembrar de certos momentos e conversas e saídas que talvez nem tivessem sido tão legais mas cuja memória carrega aquela impressão de conexão com alguém, e é disso que eu tava sentindo falta. aí, por esforço meu, ou dos outros, ou dos dois, esse vão entre mim e algumas amizades foram atravessados e superados e eu cheguei àquela conclusão bem brega de sempre de que distância não é falta, e que certas amizades nenhuma distância mata. e isso é um good feeling total, sabe, de poder falar que vi alguém há mais de um ano atrás e quando nos reencontramos foi como se a conversa tivesse parado só a dez minutos. saca? essa distância que não pode ser representada pela linha cronológica do tempo. e como é bom se sentir leve, e livre, e se divertindo e se relacionando com pessoas que transformam a noite mais simples numa memória extremamente relevante - exatamente como em nick and norah.

+ decidi voltar a dedicar um pouquinho que for do meu tempo livre à atividades manuais que eu sempre gostei de fazer mas que parei por falta de tempo (ou preguiça mesmo). next projects: um mural com coisas bonitas que eu tenho guardado por alguns anos e retomar minhas colagens. dedicar um pouco de tempo à fazer e trazer coisas bonitas ao meu quarto, que é meu espaço e o melhor lugar pra manter por perto esse tais good feelings - nem que seja via um monte de tranqueiras pregadas na minha parede. fora que, mesmo que não dê certo, só o fato de manter as mãos e o cérebro ocupado com idéias felizes e fotos e cores bonitas já um good feeling por si só, mesmo que no fim nada vá pra parede.

+ esqueci meu livro do murakami e aí fui forçada a continuar o corrections do franzen, e devo dizer: tô gostando bem mais. talvez eu precisasse me distanciar um pouquinho pra poder voltar a ele com toda a força necessária, ou talvez eu só tenha entrado num pedaço mais divertido/interessante da história, fiquem no aguardo para mais notícias!

e deixo vocês com uma musiquinha bacana para ilustrar esses bits de novidades, gettin' back to that good feeling


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