14.11.13

tem sido cada vez mais desgastante lecionar inglês. desgastante e sem sentido. não porque inglês seja desgastante e sem sentido, ou ser professora, mas cada vez o modo me parece irrelevante, as motivações e as respostas metodológicas às motivações. já perdi as contas de quantas vezes tive reuniões pedagógicas institucionais focadas em como criar e manter o interesse dos alunos que começaram com o (nada clichê e esgastado) vpideo do pink floyd e, qualé gente, sejamos honestos, o professor não vai perder esse papel enquanto a educação não perder esse papel e olha que eu sou apenas uma professora de curso extra-curricular. me frustra essa bolha sistemática na qual eu tenho que me encaixar, repassar todo o dia na minha cabeça todos os assuntos dos quais eu posso ou não tratar em sala de aula, as invenções sociais do que é ou não apropriado e os interesses preguiçosos dos meus alunos - adolescentes e adultos. é uma preguiça imensa de pensar além do mainstream, de produzir idéias ao invés de reproduzi-las, de dominar os assuntos em pauta e os não tão em pauta, de procurar os significados por trás da cultura que consumimos, de procurar outros tipo de cultura consumíveis, não apenas a que nos é oferecida já mastigadinha, facilmente digerível, de pesquisar referências, valores históricos, sociais, sei lá.

não sei. tenho estado muito frustrada com a minha profissão, comigo mesma por ter escolhido essa profissão, com a dificuldade de despertar interesses diferentes nos alunos quando o resto da sociedade - inclusive as famílias - estão dizendo o tempo todo que é mais legal ser desse jeito simples e preguiçoso, sério, dá uma tristeza horrenda.


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