22.4.14

uma rasante, garras afiadas

penso com frequência nos erros. dos outros.
que os meus me bastam para me acordar nas manhãs azuis - mini ataques do coração lá pelas oito da manhã, horário ideal para fingir tudo que um bom míope não veria. eu tiro os óculos para não enxergar meus fingimentos, eu rio de passatempos poéticos, eu mudo a marcha mas nunca o ritmo. esperava por mudanças, agora só espero pelo próximo capítulo errado, que aceitarei como aceitei tantos outros, contos, beijos, paus, até uma carta uma vez. meu coração ainda alhures, também alhures, tantas vezes enterrei ana mas ela renasce dentro desse espaço oco que um dia chamei de estômago.



para ludi

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