18.2.15

o futuro há de nos pertencer

olá.

é hora de um novo blog.

porque também é hora de um novo emprego e um novo objetivo e novas ~coisas~.

a novidade das coisas bobas é o que acaba fazendo a maior diferença no fim das contas, e se eu posso mudar de amor, de roupas, de cabelo e até de opinião sobre os assunto tudo, não consigo enxergar problema em mudar esse humilde endereço onde eu escrevo sobre mim.

hoje eu tava ouvindo dr. dog, o que não é mudança nenhuma, mas tem coisinhas importantes que jamais mudam, e o disco easy beat: é apenas eternamente atual.

é engraçado pensar nos amores que mudam e nos amores que ficam, como eu posso gostar tanto de alguma coisa que eu comecei a amar quando eu era tão diferente do que eu sou hoje? como que a gente muda e os amores ficam? qual é a lógica pra a gente siga amando o que a gente ama e deixe de amar o que a gente deixou de amar?

não sei.

às vezes parece que eu sou só uma grande repetição de mim mesma. eu mudo os amores, eu esqueço passados, eu me refaço por inteiro como quem não sabe mais conviver consigo mesmo, mas meus questionamentos são os mesmos, eu sinto o mesmo medo e a mesma solidão e o mesmo receio de uma vida mal vivida.

acho que o medo maior é que as pessoas não sintam meu amor, é que meus amigos me esqueçam, é que o menino com quem eu ando de mãos dadas me supere, mas acima de tudo tem aquele medo maior, abstrato, medo do esquecimento absoluto, da irrelevância, e não é nem que eu quero ser relevante, eu só quero uma relevância que caiba no meu próprio universo, aquele sentimento de fiz o que estava ao meu alcance pra ser.... sei lá, eu.

tem como?

sei lá.

mas blogs costumam me ajudar, e se esse ano começou tão diferente, com gente diferente, em um lugar diferente e com acontecimentos diferentes, não há porque não tentar um blog diferente pra ver se as coisas no meu cérebro começam a se mexer.

cheers.


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