23.2.15

recap girls s04e06

(contém spoilers)

o episódio 6 dessa temporada de girls foi o primeiro que eu realmente gostei.

acho que cinco episódios pra hannah descobrir que queria largar a pós (coisa que todo mundo já sabia que ia acontecer anyway, então pra que a enrolação), pra marnie sacar que o desi é um idiota (acho que todas tava ciente disso também), pra jessa não fazer nada e pra shosh continuar desempregada foi too much. dava pra ter feito tudo em dois episódios e fazer a história se encaminhar com mais dinâmica.

mas o ep de hoje foi sensacional nesse sentido. muita coisa aconteceu.

queria dizer que a introdução do episódio, com can't nobody love you do zombies tocando, foi tipo heart melting. can't nobody love you é minha música preferida do zombies, e eu gosto de pensar que se um dia eu casar essa é a música que vai tocar quando eu estiver andando até o ~altar~ (não vai ser um altar pois: não quero saber de igreja, mas deu pra sacar a ideia).


essa música tocando, o adam e a mimi-rose na cama acordando, aquele apê maravilhoso, espaçoso e lindo, tudo isso é tipo objetivo de vida. foi um retrato da vida que eu almejo, sério. 

foi ideal a maneira como essas good vibes do amor são cortadas com a declaração incrivelmente fria de mimi-rose de que tinha feito um aborto, e a reação do adam em seguida - que acredito foi mais pela frieza com a qual a mimi tratou o assunto do que pelo aborto em si. mas o interessante foi que o adam foi obrigado a se confrontar com seus próprios desejos muito rapidamente; ele ficou incomodado com o aborto, mas era óbvio que ele não estava preparado para ter um filho. 

acho que o mais difícil para ele foi aceitar que uma decisão foi feita não como casal, e aceitar que certas decisões não precisam do aval dos dois parceiros pode ser um choque. é bem o que o adam disse, sentir que a outra pessoa não precisa de você nem para decisões de peso é incômodo. para o adam, depois de um namoro louco com a hannah - uma relação de extrema necessidade e dependência -, compreender que querer alguém é mais importante do que precisar de alguém pode ter sido um grande passo.

já a hannah começa o episódio mal, instável, e com o eterno sassy gay friend elijah sempre por perto. achei a presença do elijah nesse episódio bem aleatória, do tipo "não podemos trazer a hannah de volta pra ny e esquecer o elijah largado em iowa" e aí colocam na boca do menino essa desculpa do tédio. seria mais interessante se pudéssemos ver claramente que no fim das contas o elijah precisa da hannah mas do que a gente percebia até a temporada passada.

a relaização de hannah que ela quer mudar o mumdo e ajudar pessoas é hilária e completamente aleatória, como tudo que a hannah decide fazer, mas acho que vai ser interessante assistir a isso. o fato de a hannah ter pelo menos mudado o foco de si mesma para o que está fora dela já é uma premissa legal.

apenas: como que ela cosneguiu um emprego tão rápido? sem ter experiência? queria eu viver nesse mundo que professores conseguem começar a trabalhar tão facilmente.

also, acho curioso essa ideia de que ser professor é uma opção de carreira para quem está estagnado, como se dar aula fosse uma experiência completamente diferente dos outros empregos que nos fazem sentir presos, sem espaço para criatividade ou alegria, etc. 

ansiozzy para o episódio da semana que vem pois: quero muito ver como o mundo dos professores vai ser retratado, estou pronta pra dar umas belas opiniões porque se tem um assunto sobre o qual eu sei das coisas, esse assunto é ser professora.

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