19.2.15

séries recap

um grande problema que eu tava tendo com o blog antigo era falta de disciplina pra escrever e postar com regularidade. o trabalho, a falta de tempo e a vida, é claro, têm contribuído pra isso, mas fazia tempo que eu tinha feito essa resolução de escrever pelo menos uma vez por semana e isso não tava rolando.

então eu decidi sempre fazer um recap dos episódios de séries que eu tenho assistido, já que eu vejo várias séries e elas normalmente saem semanalmente, então se eu escrever sobre pelo menos uma delas eu tenho assunto e motivo pra publicar alguma coisa pelo menos uma vez por semana.

então vamos às incríveis análises do dia.


1) america's next top model ciclo 19  college edition - episódio 5

sim: eu estou assistindo america's next top model. esse programa é muito 2004, estou bem ciente disso, mas não dá pra não se deliciar com uma boa dose de breguice americana, drama pós teen numa casa cheia de meninas esfomeadas e a absoluta incrível forever young tyra banks.

fazia alguns anos que eu não assistia um reality show bem tipicão mesmo, desses que tem jurados e pontuações, e fazia ainda mais tempo que eu não assistia esse reality show especificamente porque, sei lá, parou de passar? essa temporada é de 2012 mas tá passando na tv todo dia as 16h30 e eu: não estou perdendo um único episódio.

o problema de ser todo dia é que é muito rápido, não dá muito tempo de seu cérebro digerir os acontecimentos, de você se apegar a alguém, torcer, etc, mas eu meio que tenho uma preferida e o episódio de hoje foi um episódio triste para ela.

minha preferida se chama leila e ela é definitivamente a melhor. desde o primeiro episódio ela tem consistentemente tirado boas fotos, agradado aos juízes e ao público, e além de tudo ela é tipo. uma boa pessoa. ela é boa mesmo, ela é inteligente e considerativa e gentil, e a mais talentosa com certeza.

hoje ela sofreu )o:

ela foi eliminada no fim do episódio, e o que mais me pegou foram as razões pra ela ter ido mal: sabe aqueles dias em que uma coisinha desagradável pequena acontece, mas por causa dessa coisinha pequena você acaba perdendo o foco, desestabilizando seu centro, e simplesmente perde o molejo da coisa? foi isso que aconteceu.

a leila foi basicamente back stabbed por uma menina que ela considerava uma amiga, e ao expressar tristeza pela facada recebeu mais hostilidade, como se ela não tivesse o direito de se sentir chateada, ou como se ela tivesse sido burra de achar que a amizade com a outra participante fosse real.



ela acabou aprendendo na raça que companheirismo e boa vontade não são sempre recíprocos, e alianças se formam pelos motivos mais sujos ou não nobres. fato é que esse draminha feminino deixou a leila um tanto quanto insegura, e as outras meninas sentiram essa insegurança e se aproveitaram dela pra que a leila passasse a se considerar um peixe fora d'água. triste.

agora tô de fingers crossed pra que a leila seja a eliminada que ganhe a chance de voltar, porque ela merece pelo talento, pelo esforço, e também pelos valores que ela mostra ter.


2) girls season 4 - episódio 5

ólia. eu já tentei escrever sobre diversos episódios de girls, em diversas temporadas, mas nunca consigo me expressar totalmente. acontece que girls já é um retrato tão cheio de sensibilidade sobre o mundo feminino que fica difícil exprimir qualquer coisa para além dos próprios episódios.

mas esse me deixou bem traumatizada.

o drama da hannah me dá sono faz tempo já, mas existem alguns episódios tão bem dirigidos que fazem a dor dela parecer tão simples, tão real, tão todo mundo, e esse é um deles.



é claro que a premissa hannah style de que todos esperariam por ela sem grandes mudanças enquanto ela tenta se encontrar novamente em mais uma empreitada aleatória chega a dar raivinha. mas é a hannah, e a maturidade e felicidade que ela demonstrou no fim da temporada passada tinham que ser desmascaradas eventualmente.

acho que a única pessoa que tem se mostrado mais infantil e desligada da realidade que a hannah é a jessa, e nós sabemos que faz parte do bohemian chic way of life, mas não compreendo como alguém pode ser tão fria com uma amiga de tantos anos.

enfim. a dor da hannah nesse episódio é too real to bare, mas mais que assimilar que um relacionamento amoroso acabou com uma trilha sonora indie melancólica de fundo, acho que o marcante desse episódio foi como a desconstrução da amizade das meninas foi tão bem colocada. elas todas querem ser extremamente importantes e relevantes na vida umas das outras, mas falham em enxergar as motivações básicas das tristezas e felicidades das outras. a grande surpresa aqui foi a marnie que, quem imaginaria, deu conselhos sensatos e verdadeiramente preocupados, e encerrou sua participação no episódio com a idéia linda de que uma amizade pode ser uma grandiosa história de amor.


3) broad city season 2 - episódio 5

essa. série. é. boa. demais. pra. compreensão. humana.

essa série é uma obra prima.

tudo nessa série é maravilhoso.

eu amo toda cena inicial, eu amo a ilana e a abbi como se elas fossem eu mesma, e preciso dizer: elas são. a furstração de uma geração em empregos que não significam nada, o humor, as festas às quais elas vão.

nesse episódio o princípio básico é: fomo ou fear of missing out. basicamente, as garotas pulam de festa em festa tentando achar uma festa nota 10 pra não estar missing out, e a roupa da ilana é linda, as festas retratadas no episódio são TRUE DAT, o piercing no nariz da abbi (so 2004) é maravilhoso, esse episódio é do começo ao fim perfeição humorística, humor do mais fino, do mais perspicaz.

além de tudo, eu amo a idéia da ilana do que significa "put your life together": reforçar os botões que seguram os seios em todas as camisas, e raspar todo resto de maconha do apê inteiro pra fazer um super mega banza de pontas - e a ilana dá a todas essas responsabilidades prioridade, enquanto o trabalho de escritório sacal e monótono: ela esquece que ele existe.

o que eu tenho pra dizer: fomo é um treco real, cara. talvez num sentido mais holístico, do tipo, fomo da vida como um todo, de deserdiçar nossa juventude e beleza e vontade de viver em absolutamente nada, mas acho que o episódio faz um bom trabalho em reestruturar esse medo no decorrer de uma noite - um noite que leva as personagens para além da realidade tosca do dia e da máscara maluca da noite.




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