22.3.15

broad city meets lizzie maguire versão tupiniquim

é claro que nenhum fim de semana é um fim de semana completo sem alguma peripécia desastrada por parte de moi, então nesse sábado o que aconteceu foi digno de um roteiro por ilana&abbi pra um incrível episódio de broad city paulista:

eu, toda no #look pra balada, parei em uma padaria pra fazer xixi e comprar um maço de cigarros pois gosto de fumar cigarros na náite.

no banheiro feminino da padaria havia duas ~cabininhas~, uma delas estava com a porta trancada e uma plaquinha de "em manutenção" então eu me direcionei pra cabine ao lado, pendurei minha bolsa, apoiei o cartão de plástico que era minha comanda em cima do treco de papel higiênico, abaixei minha calcinha, subi minha saia, e seguindo o código universal feminino para banheiros públicos, flexionei minhas pernas de maneira a encostar a menor área possível do meu corpo no vaso sanitário.

me imaginem flexionando as pernas, com a calcinha no meio das canelas.

mulheres do meu brasil, imaginem a vocês mesmas nessa situação.

agora imaginem que quando do movimento de me agachar com as pernas flexionadas, o cartãozinho-comanda cai de cima do suporte de papel higiênico. cai e segue os comandos gravitacionais em direção ao chão.

não apenas em direção ao chão, mas em direção ao vão que separava a cabine em que eu me encontrava da cabine em manutenção.

não apenas em direção a esse vão, mas através dele.

senhoras e senhores, minha comanda da padaria foi parar no chão no meio da cabine ao lado, e eu prossegui com a calcinha nas canelas e a saia inteira na cintura a tentar alcançar a comanda dentro do outro toalete.

me imaginem agora, não flexionando as pernas pra fazer xixi, mas flexionando as pernas até o chão, ainda sem encostar calcinha ou bunda pelada no chão gelado, e esticando meus flexíveis bracinhos por baixo do vão pra tentar alcançar a comanda. tudo isso semi-nua na situação de um banheiro público.

não bastasse essa hilária cena, quando cheguei na ~danceteria~, na ~discoteca~, no ~baile~, o que aconteceu?

havia uma menina com a mesma saia que eu.

sofri? sofri. me deixei abater? JAMÉ.

mas pensei apenas em lizzy maguire e alguns de seus grandes momentos de crise fashion, inclusive o episódio em que miranda e kate usam a mesma roupa no dia de tirar fotos.




(notem a expressão de terror da cara de lizzie maguire. ela sabe a gravidade de um momento bitch stole my look)

esse meu momento lizzie maguire na balada foi chocante a prncípio, desestabilizou minha auto-estima momentaneamente, mas eu sou maior do que uma peça de roupa. eu tenho crenças e preocupações maiores, mais graves, e mais relevantes (por exemplo: eu estava usando minha nova camiseta do keith haring, então meu estilo ainda estava on point). a questão é: precisamos centrar nossas atenções em tópicos mais urgentes do que a roupa repetida na balada né?


afinal de contas, se tem algo que eu estou constantemente aprendendo é que poucas coisas são mais fúteis e levianas do que ficar analisando e julgando a roupa dos outros.


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