13.12.15

coisas

  • continuo na pira da aalyiah
desculpa se vocês não aguentam mais. comecei a ouvir o primeiro disco dela, que eu nunca tinha escutado, e achei tão curioso, tão estranho assistir assim a evolução de uma pessoa, como que pode ser tão diferente mas tão igual (acho que nós somos todos assim de um jeito ou de outro)
anyway, sem entrar na polêmica do relacionamento dela com o r. kelly, queria que a gente parasse e admirasse o trabalho de uma jovem de 15 anos sendo produzida pelo r. kelly e fazendo aquele r&b que não existe mais, aquela coisa ~smooth~, aquela coisa ghetto elegant, um momento da música negra americana que simplesmente não existe mais, um estilo musical que sumiu




gosto muito do contraste desse tipo de r&b com o visual completamente street - mesmo que a vibe street só tenha sido incorporada na música da aalyiah no disco seguinte, quando o timbaland e a missy elliot entraram na produção das músicas.

o que eu gosto mesmo é que apesar de o timbaland ter trazido uma batida mais pop e um estilo de r&b que depois virou o padrão, a elegância musical que a aalyiah aprendeu com o e. kelly continua até o fim, até o último disco.

  • comecei a assistir jessica jones e tenho alguns comentários básicos: 
já tinha dito aqui que não aguentava mais filmes de super héroi. tá, jessica jones não é um filme, mas até aí flash também não é e não é muito melhor do que os filmes. mas jessica jones tem algumas vantagens, a protagonista ser uma mulher é uma delas, mas todo mundo que me conhece sabe que eu curto muito uma boa personagem feminina bem escrita. o que eu gosto mesmo é a vibe meio misfits que acontece, de existirem super heróis, pessoas com poderes, "mutantes" everywhere all the time. faz a coisa dos grandes super heróis que salvam o mundo depois de terem ganho seus poderes em acidentes, ou experiências, ou coincidências chocantes ficar menos absurda. se tem um monte de gente por aí que também ganhou poderes em acidentes ou experiências ou coincidências chocantes mas ao contrário de vestir a carapuça do bem supremo seguem vivendo suas vidas normalmente (ou quase) apenas tentando, né, fazer as coisas todas e sobreviver ao dia-a-dia, a coisa fica muito mais relacionável.

gosto que, assim como misfits, a ideia de gente com super poderes ser super do bem ou super do mal é meio que esquecida em jessica jones. pessoas são só pessoas, todo bem que a gente tenta fazer pode ter consequências boas e ruins, e todo o mal que a gente faz pode partir de razões que são nobres pessoalmente. enfim, gosto de um programa de super herói que tenta se distanciar da dicotomia bem-mal, embora misfits tenha feito isso muito melhor. querendo ou não, ainda estamos falando da marvel, e ainda estamos falando de uma mega produção americana. há um distanciamento dos clichês, mas não o descarte total deles.

fora isso, gosto do clima noir, gosto da ideia clássica e sempre atraente do detetive perturbado (no caso, a própria jessica jones), gosto do foco ser nas mulheres (inclusive, fiquei meio #chateada que o policial entrou no esquema, gostava da ideia de duas mulheres amigas - três, se contarmos a advogada - se ajudando contra um mal comum sem a ajuda de um homem)

não gosto de uns certos defeitos de roteiro que acabam causando algumas previsibilidades ou erros absurdos. por exemplo, quando a jessica jones acha a casa em que o kilgrave está morando e em um dos quartos há milhares de fotos dela e uma impressora que inclsusive está naquele momento imprimindo novas fotos. até aí tudo bem, o kilgrave é obcecado por ela e tem um fotógrafo acompanhando-a o tempo todo. 

aí ela descobre quem é o fotógrafo porque seguindo várias pistas acha o quarto do fotógrafo e a impressora onde ele mesmo imprime as fotos para entregá-las pro kilgrave.

gente??? achei uma falha monumental?

se  o kilgrave tem sua própria impressora, e considerando os tempos modernos em que vivemos em que coisas podem ser enviadas por email, whatsapp, inbox de facebook etc, por que o fotógrafo imprimiria ele mesmo as fotos pra entregá-las? por que o kilgrave, tão caprichado em seus movimentos, cometeria o erro de se encontrar em público pra receber fotos impressas?

sei lá, quando isso aconteceu fiquei meio fuén, e ainda prefiro a premissa de misfits, mas é uma boa série.

mas o que e mais gostei foi ver a krysten ritter fazendo um papel dramático ao invés do papel de coadjuvante em comédias de sempre. porém eu devo dizer: sinto muita falta da franjinha - eu admirava demais a franja dessa mulher, amigos.

a primeira vez que eu vi a krysten ritter foi como a roommate louquinha, falante e goofy da rory em gilmore girls 



aí ela fez becky bloom e era a roommate louquinha, falante e goofy da becky.



aí tem she's out of my league, onde ela faz a amiga louquinha, falante e goofy da protagonista



aí tem esse filme aqui, que ela é também uma menina louquinha, falante e goofy, mas mais do que isso ela é uma moça jovem e solteira que fica grávida e agora tem que cuidar de um bebê. e dessa vez ela é a protagonista!


e entre tudo isso ela fez alguns outros bicos sendo a coadjuvante louquinha, falante e goofy em outros filmes, tipo what happens in vegas



aí ela fez apartment 43, que não sei vocês mas eu achei, ó, uma bela bosta, mas pelo menos ela continuou garantindo seu lugar como principal - mesmo que ainda sendo a louquinha falante goofy. aí ela fez breaking bad, acho, mas eu não assisti, então não sei, mas acho que foi o primeiro papel dramático dela? e eu achando que ela estava fadada a ser a moça louquinha, falante e goofy pra sempre.

enfim, gosto dessa moça desde a primeira vez em que avistei sua franja ao lado da franja de rory - que sempre pareceu um esforço muito grande pra ser cool. sorry, rory, você nunca foi cool. já sua colequinha de quarto, her bangs said it all. sinto pena que a franja teve que morrer, mas fico muito feliz de ter assistido a carreira da krysten crescer e fico muito feliz que agora ela é uma super-anti-heroína-detetive-noir-com-sua-própria-série-de-muito-sucesso.

espero que haja espaço pra franjinha nessa vida de super herói, porque, ólia, era uma franja inspiradora. mas ao mesmo tempo, entendo que alguns sacrifícios devem ser feitos pra que nós continuemos trabalhando e ganhando a vida

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