15.1.16

a emocionante rota das emoções – parte 1: a mala

não sei vocês mas eu odeio fazer mala; toda uma dificuldade em selecionar parte do meu guarda-roupa pra me acompanhar afinal como é que eu vou saber o que eu vou querer vestir daqui a alguns dias?? não sei.

a vantagem de ir pro litoral é que você pode basicamente usar biquíni e mais nada, e outro fator a meu favor é que eu tenho um objetivo de vida que é fazer malas de viagem cada vez menores com cada vez menos roupa e mais funcionalidade e ter malas cada vez mais fáceis de carregar.

nós íamos passar 10 dias no nordeste, pulando de cidade em cidade, e eu me foquei em fazer tudo caber nessa mochila aqui:




também foquei em levar roupas que combinassem todas entre si (considerando que 90% das minhas roupas são estampadas e a maioria com muitas cores, essa não é exatamente uma tarefa fácil) porque eu não ia ter a oportunidade de ficar parada vários dias em um hotel, portanto todas as roupas iam ficar socadas na mala a maior parte do tempo e eu queria poder só enfiar a mão dentro dela, tirar uma parte de cima e uma de baixo e poder usá-las juntas sem muitos problemas. isso deu mais ou menos certo.

pra ser muito honesta antes de começar a fazer a mala eu procurei no google “what to pack for 10 days at the beach” pra ver se eu conseguia alguma ajuda de blogs de meninas mais ligadas nessa coisa toda de escrever sobre roupa do que eu, mas achei que os posts que li não fugiam muito daquela ideia de que mulher leva coisa demais. não achei um texto que realmente mostrasse uma mala compacta, com pouca coisa mas bastante praticidade.

considerando que eu consegui manter o número de peças abaixo do padrão, resolvi escrever meu próprio post sobre como fazer uma mala para 10 dias no litoral – lembrando que eu fiquei meio itinerante na viagem, e não sabia exatamente o que esperar da rota das emoções. uma viagem pra 10 dias no mesmo hotel, na mesma praia, pode ser ainda menor.

tem uma lição importantíssima que eu aprendi com minha mãe, e achei durante grande parte da minha vida que era uma regra social geral, até descobrir que, não, as pessoas não seguem esse preceito simples. então caso você não tenha pensado nisso antes, preste atenção: a roupa que você usa para ir deve ser a mesma roupa que você usa para voltar.

isso é importante por muitos motivos: 1. você pode escolher uma roupa confortável pra viajar – seja de avião, carro, ônibus, conforto é sempre ideal – que não vai estar suja (de protetor, água do mar, água da piscina, areia, repelente, suor etc) na volta. conforto e falta de odor na hora do deslocamento pode ser a prevenção ideal de estresses que provém do incômodo de uma roupa que não foi bem escolhida. 2. você não corre o risco de estar sem roupa limpa na volta – sua roupa escolhida para viajar está lá, guardadinha e reservada – talvez um pouco amassada por ficar na mala, mas nada que pendurar na noite anterior à volta num cabide não resolva. 3. essa roupa é o ideal para funcionar tanto no lugar de onde você está saindo (no meu caso, são paulo), quanto no lugar onde você vai chegar (no meu caso, maranhão). ou seja, se sua mala for parar em dubai ao invés de na cidade litorânea onde você desceu do avião, você não vai ser o et de calça jeans na praia – porque sua roupa de viagem foi bem pensada e pode ser usada tanto na cidade quanto no litoral. meu look viagem foi o seguinte: saia midi maravilhosa, crop top branco, sapatinho confortável.




chegando no meu destino eu troquei de roupa e guardei essas peças embaixo de todas as roupas que eu usaria na viagem. levei as seguintes roupas (eu decidi fazer esse post depois que voltei, então todas as roupas estão amassadas, mas elas não foram colocadas na mala nesse estado):

- quatro saias – duas minis, duas mais longas (uma que eu acho que é ~midi~ e outra é essa aqui).

  

- cinco crop tops – porque crop tops are a girl’s best friend


- três regatas


- duas camisas larguinhas de manga curta


todo um esforço pra levar peças coringa sem estampa ou com estampas mais clássicas e com menos cores – o que não é fácil pra mim, gente.

fechei minha mala orgulhosa de mim mesma, mas durante a viagem percebi que podia ter levado bem menos roupas. durante o dia eu estava ou nos passeios pela rota das emoções ou chilling na praia, e acabei selecionando uma das saias como minha “saia de passeio”. como nesses passeios pegaríamos meios de transporte variados – jardineiras, vans, 4x4, pick-ups, buggy, não queria estar simplesmente de biquíni e canga. então elegi a mini saia listrada, que é de malha portanto confortável e mini portanto fresca, como a saia que eu usaria nessas ocasiões. assim, não sujei diversas saias durante os dias e não tive o desconforto de ter que me enrolar numa canga molhada ou suja de areia pra me locomover. nos dias de praia tranquilex fiquei de canga. em nenhum dos dias senti necessidade de usar blusa – estava de biquíni, passando por lugares turísticos de areia e água, entrando em mares, lagos e rios e tomando sol. levei blusa nos dois primeiros dias mas depois desencanei e fiquei só de biquíni mesmo. ou seja, modelito dia: biquíni + canga para os dias relax, biquíni + mini saia confortável para os dias de movimento.

como não estava sujando nenhuma blusa durante o dia, pude repetir as blusas a noite depois do banho com mais frequência do que tinha imaginado. minha ideia inicial era usar uma blusa a noite, usá-la novamente no dia seguinte, aposentá-la. por isso, levei exatamente 10 blusas. acabei vestindo as blusas somente a noite, depois do banho, para jantar ou passear pelas cidades, então elas ficaram bem menos sujas do que eu planejei. roupas menos sujas significam roupas que podem ser usadas mais vezes, roupas que podem ser usadas mais vezes significam possibilidade de levar menos roupas. fica a lição.

das roupas que eu levei, o que eu realmente usei:

- quatro saias
- quatro crop tops
- duas regatas
- duas camisas

isso porque eu me forcei a variar um pouco, já que eu tinha levado tanta coisa. se eu fosse considerar o que eu realmente podia ter usado, seria o seguinte:

- três saias
- quatro crop tops
- duas regata

então das 14 peças de roupa que eu levei, eu só precisei mesmo de 9. fica a lição novamente. como eu tinha um crop top e uma regata sobrando limpos, ainda pude ter o privilégio de trocar a blusa que eu usei na viagem de vinda por uma completamente limpa na viagem de volta - algo que não é completamente necessário, mas as camisetas tavam lá sobrando então por que não?

além disso levei

- vários biquínis - todos os meus biquínis combinam entre si e eu gosto de misturar as estampas e formar pares diferentes

- dois pares de havaiana (tecnicamente só precisamos de um, mas vai que arrebenta? vai que a gente perde um na praia? sei lá, estar calçado é bem importante, acho, preferi prevenir)

- três cangas

- bijus: três colares e quatro anéis (enfiei dentro de uma das nécessaires que eu já estava levando, ocuparam zero espaço)

- uma mini chapinha (é minúscula, ocupou pouco espaço, e eu preciso pra deixar minha franja apresentável. se você não tem franja, ou se sua franja é naturalmente lisa, esse é um item que pode ficar em casa)

- nas nécessaires: creme hidratante, protetor solar, repelente, escova e pasta de dentes, desodorante, estojinho e soro da lente de contato, estojo do óculos de grau, cotonetes, grampos de cabelo, delineador (achei que ia usar o delineador a noite, não usei)

não levei shampoo e condicionador. eles são grandes e pesados e descobri com o tempo que existem duas opções: a primeira é que você vai ficar hospedado numa casa alugada ou em casa de amigos, nesse caso é só passar numa farmácia próxima e comprar. a segunda é que você estará num hotel ou pousada, e nesse caso ou o próprio estabelecimento oferece shampoo e condicionador ou eles não oferecem e você volta pra possibilidade de comprar na farmácia. se você vai comprar, aconselho comprar um mais em conta, porque na pior hipótese não caberá na sua mala de volta e você pode largar o shampoo pra trás sem peso na consciência (o que eu comprei coube na malda de volta com algum esforço). sabonete é a mesma coisa: comprar na hora e largar lá na volta, ou usar o do hotel.

na mochila de mão levei: quatro livros, óculos de sol, celular, carteira (com dinheiro, cartão e documento), fone de ouvido, duas câmeras fotográficas, calcinha extra, mini hidratante, palavras cruzadas, caneta, camisa jeans de manga longa que serviu como meu casaco no avião e ônibus, bolsinha pequena (pra carregar dinheiro e documento à noite ao sair pra jantar).


essa bolsinha minha mãe trouxe pra mim de cancún e ela foi minha melhor amiga à noite: cabe exatamente dinheiro e rg, não cabe nem celular, é muito prática e evita que a gente carregue coisas desnecessárias pelas cidadezinhas litorâneas.

essa minha experiência com a mala me fez pensar em seriamente tentar o tal do armário cápsula que vejo algumas meninas pela internet fazendo. se eu consigo passar 10 dias com 9 peças de roupas, eu consigo passar três meses com trinta e poucas peças, certo? a princípio achei que não conseguiria porque todas as meninas que vi fazendo isso tem guarda-roupas super minimalistas – tudo preto, branco e cinza – e eu só tenho estampas louconas, mas acho que consigo sim, e mais do que isso, acho que consigo melhor e com mais criatividade e acho mesmo que alguém precisa dar um exemplo de um armário cápsula não-minimalista e menos boring. vou tentar, quem sabe eu fale aqui sobre a experiência? (also, quem sabe não, porque eu não sou o tipo de pessoa que exatamente planeja os posts) (porque, né, se eu planejasse teria tirado fotos das roupas que levei na viagem antes de elas estarem amassadas e sujas)

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