12.2.16

fate has a funny way of coming round

eu sei que tenho sido só lamúrias mas decidi que eu mesma devo tomar as rédeas das minhas emoções e não me deixar afundar na tristeza. ela continua aqui, quietinha, no cantinho do meu cérebro e nesse buraco no meu estômago, mas isso não quer dizer que eu tenho que ficar dando atenção a ela, certo?

certo.

a semana de carnaval foi embora tão rápido quanto minha sanidade mental nesse ano de 2016, mas se eu disse que não me diverti pelo menos um pouquinho seria mentira. fui a vários blocos e eventos de carnaval, e o que eu mais gostei foi o palco no anhangabaú onde a orquestra brasileira de música jamaicana tocou - algo que foi chamado de ~carnaska~, não julguem o nome, foi ótimo. teve até samuel rosa, que, né, preguicinha, mas no fim eles tocaram monkey man e isso é o suficiente pra deixar qualquer fã de ska feliz.

claro que por ter sido o dia que eu mais gostei tirei zero fotos, pois é assim que eu funciono. fui a um outro bloco na santa cecília que gostei bastante também, mas também esqueci de registrar com fotografias porque aparentemente gosto de confiar nos mecanismos obscuros da memória.

também fui no bloco tô de bowie, que foi o que eu menos gostei portanto o único que registrei:




não foi assim um mega registro histórico, mas pelo menos uma lembrancinha fotográfica do carnaval eu tenho.

fora isso o mundo continua girando, eu continuo surtando, mas agora pelo menos tô surtando com coerência, eu acho. se é que isso é possível. algo que me ajudou muito nos últimos dois dias foi reinstalar ~aplicativos de paquera~ não porque eu queria sair com alguém mas só pelo boost na auto-estima; fica a dica pra quem estiver triste.

e existe uma outra coisa grandiosa acontecendo comigo, mas é uma coisa tão maior do que meus planos comuns que eu nem sequer contei pra ninguém, e não sei se ainda consigo escrever aqui, mas no fim as coisas vão todas se encaixar e quem sabe eu tenha vontade de contar minhas novidades.

por outro lado, não contar isso pra ninguém foi interessante, viver uma experiência inteira sozinha me ajudou a colocar certas coisas em perspectiva e também a superar meus próprios medinhos, que podem até ser meio bobos, mas são meus. outra coisa boa de não contar coisas grandes por aí é que eu tive tempo de me resolver sem pressão, sem medo da opinião alheia, e sem ter que descontar depois caso não desse certo.

isso que dizem por aí de compartilhar seus planos, suas mudanças, suas decisões, sei lá, não me parece muito real porque algumas coisas acontecem melhor sem uma platéia e sem expectativa. aliás, essa coisa de não ter platéia é algo também que me deixa tranquila, abrir mão das redes sociais talvez tenha sido uma das melhores decisões que eu tomei, existe toda uma tranquilidade no meu cérebro que eu aceitei como mais saudável do que aquele ruído branco louco das timelines.

e é isso, as coisas acontecem, a gente pouco a pouco evolui, e poucas coisas são evitáveis, afinal tudo acontece porque tem que acontecer.


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