31.3.16

me disseram que os 28 eram o retorno de saturno e eu não sei se entendi o que isso significa, mas ponhamos as coisas justamente: apesar da falta de sentido de tudo, de eu cada vez me importar menos com as discussões todas porque, gente, what's the point, nada disso significa nada, vamos descansar, vamos ficar numa relax numa tranquila numa boa; enfim, apesar de eu não enxergar muito a coerência das coisas, essa época tem sido boa, tem sido tranquila, acho quiçá que posso afirmar que tem sido a melhor época ever, mas não vou dar esse passo ligeiramente maior que minhas pernas.

estou sem internet então passo meus dias revendo arquivo x e uns tempos atrás decidi até me aventurar nuns textos da minha adolescência e, senhor jesusinho, quanta porcaria, mas também: como eu mudei. enxergo a mudança desse jeito tão claro, me vejo tão obviamente melhor, então é isso, esse tem sido o retorno de saturno pra mim. mas né, estamos apenas em março, muito pode dar errado ainda.

por outro lado tem tanta coisa igual me mim, e às vezes eu não presto atenção nessa essência de coisas que sou eu, nesse resquício meu que sempre fica independente das mudanças e das loucuras; todo um amontoado de coisas abstratas e inexplicáveis que formam um pequeno núcleo disso que eu sou, de como eu me vejo e me porto e respondo às outras coisas do mundo.

e vezenquando sem querer eu percebo isso, eu vejo que toda a mudança pela qual eu passo jamais me deixa livre de certas coisinhas, de me sentir de certos jeitos, e tem vezes que eu não queria, sabe, ser eu desse jeito tão incontrolável, de me ver passando por situações da mesma maneira tantas vezes, por que eu sou assim?

não sei.

o que eu sei é que o post aí de baixo continua sendo verdadeiro; eu sou mesmo muito idiota.

mas assim, muito mais do que eu tolero ser, sabe?

e o mais irritate é que eu não sou idiota sempre. e quando eu sou eu consigo ver tão claramente e mesmo assism não consigo evitar. aquela velha ideia de que a gente sempre repete os comportamentos de auto-sabotagem. a gente sempre procura drama.

mas, sabe? eu não tô mais procurando drama, eu eliminei o drama da minha vida, eu aceitei a tranquilidade como meio ideal de vida.

então por que meu cérebro fica tentando me convencer a aceitar o drama? embrace the drama alguma parte pré-histórica de mim fica me dizendo eternamente todos os dias.

mas eu simplesmente

não
consigo
mais

então é isso, sigo aqui me distanciando de tudo e sendo sozinha e tranquila.

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