18.4.16

aí que eu fui no show da laura marling.

e não tenho fotos nem vídeos porque gente??? eu já falei isso aqui várias vezes mas me admira o COMPROMETIMENTO com a gravação de memórias físicas quando você tá lá completamente vidrado e curtindo aquele momento incrível. quem lembra de celular? todo mundo aparentemente, mas não eu.

o que foi ótimo porque eu aproveitei o show inteiro com os olhos, ó, grudadinhos na laura. mas também não tenho registro desse dia maravilhoso.

ela sorriu, gente, o show praticamente todo. sabe quantas vezes eu tinha visto a laura marling sorrir? acho que zero vezes. mas deve ser muito difícil não sorrir quando todo o seu público tá lá cantando absolutamente todas as músicas junto com você, deve ser lindo mesmo, eu sorriria.

e preciso dizer que se eu odeio a galera do celular em show, eu também os amo porque é graças a eles que eu posso dividir com vocês o seguinte





que molier, gente, que molier. queria ter gravado o show inteiro apenas pra poder curtir sozinha no escuro em casa em momentos de solidão e desespero. 

also: achei curiosíssimo que laurinha não apresentou a banda e que ela tocou só três músicas do disco novo (aliás, que disco hein gente, não tive tempo nem vontade de falar sobre ele aqui mas fiquei meio obcecada nas últimas semanas) e tocou metade do once i was an eagle, que, né, é maravilhoso e quem sou pra reclamar. mas achei weird.

além disso eu tive um fim de semana interessante, passei muito tempo com minha família e minhas cachorras e até que pouco a pouco a tristeza vai se perdendo nas experiências da rotina, né, e embora ainda não esteja sendo fácil viver pelo menos tá mais fácil existir, saca?

e é bem difícil conseguir me manter na inércia das coisas ruins quando acontece o seguinte momento histórico: melzinha sai num date. date convida melzinha pra ir à sua casa. date oferece brejas e liga a música. date coloca o que pra tocar???? isso mesmo: dr. dog.

sabe gente? what are the odds? como não acreditar na beleza da inevitabilidade quando essas coisas acontecem? fucking dr dog, sabe, 

e é isso, gente, eu cresço, eu mudo, eu evoluo mas o que continua pegando são sempre as mesmas coisas, as mesmas bandas, as mesmas músicas e a mesma vontadinha de apenas curtir a vida. adoidado. de preferência.

(tenho pensado muito nessa coisa de mudar mas ao mesmo tempo ser a mesma, acho isso tão confuso e abstrato e problemático, tem sido difícil entender o papel da mudança em mim mesma e o papel da não-mudança também. mas até aí tem sido difícil entender tudo, basicamente, então seguimos vivendo)

Nenhum comentário: