11.4.16

monsieur pain

Abril, pensei. Um novo ciclo vital. Em algum momento adormeci.



(...) compreendi que acima de todas as coisas, inclusive da loucura, ali havia solidão, talvez a forma mais sutil de loucura, pelo menos a mais lúcida.



Aquela noite, a de 7 para 8 de abril, teve a equívoca honra de ser uma das piores da minha vida. Não me lembro que horas me deitei nem em que estado subi a escada até chegar ao meu apartamento. Dormi, se é que aquele tremores podem ser chamados de sono, num labirinto de tetos baixos, branco e cinzento (...).



estou lendo roberto bolaño e estou extremamente surpresa com a minha escolha ideal e meio às cegas desse livro. coisas que só a inevitabilidade pode fazer.

também tenho lido muito ana cristina c., porque como se não bastassem as tristezas novas (nossas e dos livros) as tristezas velhas sempre dão aquela companhia essencial. então, a seguir: estou cansada de ser homem.

(e como estou)
(mas deixemos ana c. falar disso pois ela já disse antes de mim e melhor do que eu, não vamos nos repetir à exaustão)

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