11.4.16

voltei a ler ana cristina e marquei páginas e páginas de poemas que gostaria de postar aqui.

vou postá-los ainda.

mas no fim das contas é isso, estou cansada de ser homem; e ana traz não apenas esse cansaço, mas aquele gosto amargo no fim da garganta, aquele gosto de quem já viveu tudo, já transformou tudo em poesia, já falou de beijos e esperas e garupas e sexo e de ser homem, de ser tão homem que vira algo insustentável, de ser em si mesma insustentável. a gente extrapola, ou tenta, a gente escreve cartas a pessoas inexistentes, diários incoerentes, toda uma série de ferramentas pra que nos sintamos, em nós mesmos, relevantes, pra que nós nos sintamos menos outros, pra que nós sejamos menos homens.




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