20.9.16

a vida adulta, não é mesmo, gente, não deixa de surpreender.

a gente descobre mau caratismo e falta de transparência em todo lugar, até no nosso empreguinho ao qual nos dedicamos tanto. mas péra, no emprego não é onde a gente encontra mais mal caratismo e falta de transparência? tanto que a gente nem se surpreende mais?

ai, gente, é. mas eu, do alto da minha ingenuidade, acreditei por algum tempo que trabalhar na escola em que eu trabalho era ter uma conduta de trabalho verdadeiramente ética. essa coisa de postura adequada, compromisso, honestidade, tudo isso que a gente fala tanto pros alunos sabe? aí a gente vai lá e descobre que a escola não tem a pachorra de ter o mesmo tipo de atitude para com seus professores.

aí o que a gente faz? nada né? segue dando as aulas e cumprindo os deveres como se não soubesse de nada. segue passando os mesmos ideais pros alunos de postura adequada, compromisso com as aulas, honestidade, como se você ainda acreditasse que a tal escola realmente considera tais coisas importantes.

segue fazendo isso enquanto espera ser demitida por algo que não sabe que fez e não sabe como consertar, já que chamar pra conversar, dizer "olha, mel, vamos sentar aqui e entender certas coisas. você está fazendo as coisas de maneira x, e a escola enxerga que as coisas tem que ser feita de maneira y. então vamos tentar trabalhar suas aulas para alcançar isso?"

ao invés disso, sigo aqui dando as aulas sem saber qual é a maneira y e sem saber se a maneira x que estou fazendo é boa é ruim ou é mais ou menos boa e qual é a parte que eu devo melhorar.

mas, né, cest la vie, como já falei algum dia desses.

no fim talvez esteja tudo bem e eu esteja apenas num momento emotivo da vida achando que tudo está dando errado e que a escola que passa uma imagem tão bonita, tão moderrrrna, tão prafrentexxxxx pros pais e aluninhos, é na verdade a mesma corporação com hierarquia nebulosa que não consegue deixar claro quais são os objetivos de seus funcionários e aí os pune por algo que eles não sabem que fizeram errado.

e seguimos vivendo, porque né, não tem muita opção.


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