7.1.17

uma ode à high school musical

vejam bem, gente, quando o disney channel lançou high school musical, eu só descobri porque tava esperando o mundo é dos jovens começar. era meu primeiro ano da faculdade. eu era, burocraticamente falando, uma ADULTA. mas não importava. a magia da disney tinha mais uma vez me enfeitiçado e eu assisti esse filme absolutamente todas as vezes que passou. não satisfeita, vi a versão dance along, na qual durante os intervalos comerciais os atores do filme ensinavam as coreografias das músicas. e eu não assisti passivamente, não, eu dancei junto. eu aprendi.

ontem, 11 anos depois do lançamento do filme, eu assisti ele de novo. porque sinceramente gente, poucas coisas me deixariam mais felizes numa sexta à noite do que isso. e eu digo isso sem nenhuma gota de ironia, eu gosto mesmo desse filme, ele me diverte como nada no mundo, e é por isso que hoje eu vou falar sobre as duas melhores músicas do filme.

a primeira é o dueto final, uma cena deveras emossionamt em que os heróis troy e gabriella por muito pouco conseguem chegar a tempo da audição final do musical da escola e encantar a todos os seus colegas, amigos, pais e professores. também considero essa música como uma das únicas canções pop-chicletentas que não tem uma ponte que completamente destrói a música. a ponte de breaking free deixa a música ainda melhor. apenas uma primazia da composição pop adolescente. troy acabou de ter um conflito com seu pai (e treinador de basquete no time do qual ele é capitão) e gabriella não consegue cantar porque nunca se apresentou na frente de tanta gente. SÓ EMOÇÕES.



mas a melhor música do filme - e da trilogia toda - é a seguinte. é uma cena crucial no filme, onde sharpay, que costuma ser a estrela de todas as produções musicais da escola, acabou de descobrir que troy, jogador de basquete estrela, e gabriella, geek da matemática, foram aprovados nas primeiras audições. isso causa tamanho fuzuê na escola e tamanha confusão nas mentes dos adolescentes em formação, que pessoas de "tribos" muito específicas começam a confessar seus hobbies secretos, seus guilty pleasures, e todo mundo começa a meio que se dar bem com todo mundo. ou seja: TENSÃO. além disso uma música adolescente que tem no título a expressão "status quo" merece meu carinho.


essa música não é só super legal por si mesma, mas essa cena do filme é definitivamente a melhor. a dinâmica toda da cena é muito divertida, tudo tá muito bem amarradinho, porém o que eu gosto mesmo é que é nesse momento que a gente conhece os melhores personagens do filme.

esse garoto simpático e claramente preocupado (afinal ele está prestes a fazer a maior confissão de sua vida) é jogador do time de basquete também, e embora ele tenha sido meio esquecido nos filmes seguintes, ele tem algumas das melhores participações e é um personagem que devia ter sido muito mais explorado. nessa música ele finalmente conta pros amigos que a paixão dele é cozinhar, e todo mundo fica tipo NÃOOOO, e eu não. consigo. entender. quem não gosta de amigos que cozinham? amigos que cozinham doces ainda por cima! esse time de basquete é o maior conjunto de gente panaca do qual eu já ouvi falar. amigo que cozinha, afinal, é TDB tudo de bom.


a menina estudiosa que confessa amar hip hop, ao contrário do coadjuvante jogador de basquete, teve uma participação maior nos filmes seguintes - afinal, a menina acabou de dizer que ama dançar, só me faltava eles não deixarem ela dançar cada vez mais, né. além do que, ela tem muita ginga, gente., muita mesmo. mas o que eu mais gosto na parte dela, são os amigos que se recusam a aceitar esse lado obscuro da garota, em especial, esse nerd ruivinho que tá realmente compromissado a tirar essas ideias absurdas da cabeça dela.



os astros dessa cena, no entanto, são os skatistas maconheiros. não apenas o cara bacana que confessa tocar violoncelo - inclusive, fica aqui a dúvida: como ele conseguiu esconder isso dos amigos por tanto tempo? não é exatamente um instrumento fácil de disfarçar, a não ser que você nunca convide ninguém pra ir na sua casa.


porém o rapaz que mas me encanta nessa cena toda é esse pothead skater, que sinceramente tem cara de quem super ia curtir saber do amigo e do violoncelo e ia responder algo do tipo "só, cara, bem maneiro". mas ele fica chocado, CHOCADO, quando descobre que pra tocar o tal do instrumento o amigo dele tem que usar: terno e gravata. como ele se atreve a trair de maneira tão nefasta o dresscode dos skatistas?


diante das grandes comoções de seus colegas, sharpay, a mean girl da escola, fica cada vez mais perturbada e incomodada - só não sei se é ainda porque seu papel como protagonista do musical está ameaçado ou se porque todo mundo na escola tá cantando e dançando no refeitório e ninguém parece perceber o que está acontecendo.

ou seja, esse filme: apenas maravilhas.

(também me surpreende muito o caminho trilhado por zac efron de bizarro a galã, palmas pra tamanha evolução)

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